Nanopartículas magnéticas produzidas por micro-organismos magnetotáticos

 

Ulysses Lins

Instituto de Microbiologia,

Centro de Ciências da Saúde,

Universidade Federal de Rio de Janeiro

 

RESUMO

Bactérias magnetotáticas produzem nanopartículas magnéticas, denominadas magnetossomos, organelas formadas por uma partícula cristalina magnética, envolvida por uma membrana lipídica, contendo proteínas especificas para a produção dessas estruturas.

A característica mais importante dos magnetossomos é o fato de que sua produção é, em alto grau, controlada geneticamente pelas bactérias magnetotáticas, que fabricam cristais com alta perfeição estrutural, pureza química e tamanho definidos.

O estudo da evolução do fenômeno de produção de magnetossomos pode fornecer informações valiosas sobre os mecanismos de controle envolvidos nesse processo.

Nesse contexto, o potencial biotecnológico para aplicações dos magnetossomos é elevado, devido às características singulares dessas partículas. O entendimento de sua formação pode ajudar a desvendar os mecanismos envolvidos em sua síntese, permitindo possivelmente a interferência em sua produção.

 

BREVE CV

Ulysses Lins é graduado em ciências biológicas. É bacharel em genética (1991) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com mestrado (1993) e doutorado (1997) em ciências biológicas (biofísica) também pela UFRJ. Em 2001, fez seu pós-doutorado em biologia celular nos Institutos Nacionais de Saúde dos EUA (NIH) e, três anos depois, em biomineralização, na Universidade do Estado do Arizona, também nos EUA.

Atualmente, é professor titular da UFRJ. Tem experiência na área de microbiologia geral e ambiental, com ênfase em ecologia microbiana, microbiologia ambiental e biotecnologia, atuando, principalmente, nos seguintes temas: biologia e evolução de micro-organismos magnetotáticos; biomineralização e biomateriais; diversidade e ecologia microbiana; multicelularidade bacteriana; produção biológica de nanopartículas de origem microbiana.