O Antropoceno: aspectos científicos de uma nova era geológica

COLÓQUIOS CBPF

O Antropoceno: aspectos científicos de uma nova era geológica

 

Paulo Artaxo

Instituto de Física,

Universidade de São Paulo

 

Local: Auditório Ministro João Alberto Lins de Barros, no CBPF, rua Dr. Xavier Sigaud, 150, Urca, Rio de Janeiro (RJ).

Dia: 11 de maio 2017 (excepcionalmente, quinta-feira).

Horário: 16h (Entrada gratuita. Não servidores devem apresentar documento de identificação).

 

RESUMO

A humanidade alterou profundamente vários processos críticos que regulam o funcionamento climático de nosso planeta. As alterações no albedo da superfície e na composição da atmosfera impactaram o balanço radiativo da Terra, e estamos em rota de aquecimento com importantes impactos socioeconômicos e ambientais. O aumento da frequência de eventos climáticos extremos, aumento do nível dos oceanos, alteração dos padrões de precipitação estão entre os principais efeitos.

A ciência tem uma tarefa difícil em entender o sistema climático – que é um sistema complexo não linear – e desenvolver modelos que possam guiar medidas de mitigação e adaptação.

Entre as ações urgentemente necessárias, a redução do consumo, geração de energia por meio de processos que não emitam gases de efeito estufa, e a implementação de uma economia de baixas emissões de carbono.

A área da ciência das mudanças climáticas globais requer intenso trabalho interdisciplinar, e novas abordagens entre as diferentes disciplinas.

 

BREVE CV

Paulo Artaxo é graduado em física pela Universidade de São Paulo (1977) e doutor em física atmosférica (1985) pela mesma instituição. Trabalhou na NASA (EUA) e nas Universidades de Antuérpia (Bélgica), de Lund (Suécia) e Harvard (EUA). É professor titular do Departamento de Física Aplicada do Instituto de Física da USP.

Trabalha com física aplicada a problemas ambientais, atuando principalmente nas questões de mudanças climáticas globais, meio ambiente na Amazônia, física de aerossóis atmosféricos, poluição do ar urbana, entre outros temas.

É membro titular da Academia Brasileira de Ciências, da TWAS (Academia de Ciências dos Países em Desenvolvimento) e da Aciesp (Academia de Ciências do Estado de São Paulo).

Publicou 446 trabalhos científicos e apresentou mais de 1.020 artigos em conferências científicas internacionais. Tem mais de 14,6 mil citações de seus trabalhos no ISI Web of Science, com índice h de 68. Publicou 18 trabalhos nas revistas Science e Nature. Tem mais de 31,5 mil citações no Google Scholar, com índice h de 88 nesse repositório.

É coordenador do ‘Programa Fapesp de Mudanças Globais’. Em 2004, recebeu um voto de aplauso do Senado Brasileiro, pelo trabalho científico em meio ambiente na Amazônia. Em 2006, foi eleito membro (fellow) da American Association for the Advancement of Science.

É membro da equipe do Intergovernmental Panel on Climate Change (IPCC), agraciado com o prêmio Nobel da Paz de 2007. Entre vários prêmios internacionais, recebeu o prêmio de ‘Ciências da Terra’ da TWAS. Em 2009, foi agraciado com o título de ‘Doutor em Filosofia Honoris Causa’ pela Universidade de Estocolmo (Suécia). Ano passado, recebeu o ‘Prêmio Almirante Álvaro Alberto’, outorgado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), pela Marinha do Brasil, pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e pela Fundação Conrad Wessel.

É pesquisador emérito do CNPq. Este ano, recebeu o ‘Prêmio Globo Faz a Diferença’.