Grupo Astro-Partículas

 

Um dos desafios mais fascinantes da Física atualmente é compreender a origem e natureza dos raios cósmicos com energias extremas. Extremas aqui significa energias acima de 10 EeV (onde 1 EeV significa 10**18 eV). Estas partículas são mensageiras de fenômenos cataclísmicos que ocorrem em escalas galácticas, como explosões de raios gama, expansão de nuvens de plasma relativistíco, buracos negros com massas bilhões de vezes maiores que a do sol e, talvez, fenômenos prenunciando novas formas de matéria.

 

Raios cósmicos são núcleos atômicos que vêm do espaço e, a todo instante, penetram a atmosfera da Terra. Mesmo ao nível do mar e dentro de edifícios, nosso corpo é atingido, a cada segundo, por centenas dessas partículas, que estão entre as mais energéticas conhecidas. O choque delas contra os núcleos dos elementos químicos do ar cria um ‘chuveiro’ de milhões, bilhões de partículas que chegam ao solo. Quanto mais energético o raio cósmico, mais raro ele é. No caso dos chamados ultra-energéticos, cada km2 da superfície da Terra só recebe uma ‘chuveirada’ a cada século! Daí a necessidade de um observatório para o estudo dessas partículas ter dimensões gigantescas.