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Sobre o CBPF

Fundado em 1949, no Rio de Janeiro (RJ), como resultado de um momento histórico em que ciência era parte de um projeto de nação, o Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF) – hoje, vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) – é um instituto de excelência internacional na área de pesquisa e pós-graduação em física. Com seus laboratórios multiusuários, serve de infraestrutura para grupos de pesquisa no Brasil e no exterior, bem como para a indústria nacional.

Um de seus fundadores é um dos mitos da ciência brasileira, o físico César Lattes (1924-2005), que em 1947 teve participação decisiva em uma das descobertas científicas mais importantes do século passado: a detecção do méson pi (ou píon), partícula que mantém prótons e nêutrons unidos no núcleo dos átomos. Por esse feito, Lattes foi indicado sete vezes ao prêmio Nobel de Física.

 

Grupo de professores na frente da Faculdade de Filosofia, no Largo do Machado, bairro do Catete (Rio de Janeiro), na década de 1940. Da esq. para dir. Alcântara Gomes, Elisa Frota-Pessoa, Jayme Tiomno, Joaquim Costa Ribeiro, Luigi Sobrero, Leopoldo Nachbin, José Leite Lopes e Maurício Peixoto. Com exceção de Alcântara Gomes e Sobrero - este um matemático italiano -, os outros sócios fundadores do CBPF.


O CBPF faz pesquisa teórica e experimental em áreas como altas energias, astropartículas, nanotecnologia, física aplicada à biomedicina, informação quântica, ciência dos materiais, magnetismo e instrumentação científica. Seus pesquisadores e tecnologistas participam de grandes colaborações científicas internacionais. Por exemplo, do Centro Europeu de Pesquisas Nucleares (CERN), na Suíça, do Laboratório Fermi (Fermilab), nos EUA, do Observatório Pierre Auger, na Argentina, entre tantos outros experimentos ainda em desenvolvimento. Muitos desses projetos têm participação da indústria brasileira, o que estreita laços desta com a academia.

Os desdobramentos tecnológicos dessas colaborações internacionais permeiam nosso cotidiano e trazem riqueza para as nações e bem-estar para suas populações. Entre muitos exemplos, estão tratamentos mais eficazes para o câncer; meios de transporte mais seguros; celulares e TVs com funções; internet mais rápida e global etc. Um desses avanços tem consequências sociais e econômicas imensuráveis: a ‘www’ (páginas da internet), inventada por um físico do CERN, Tim Berners-Lee, que, sem patenteá-la, deixou-a como patrimônio para a humanidade.

O CBPF tem uma pós-graduação não só pioneira na área de física no Brasil – a primeira dissertação de mestrado no país foi defendida no Centro em 1965 –, mas também classificada atualmente como nota 7 (nível internacional), pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). Esse programa atrai jovens estudantes de todas as regiões do Brasil e do exterior (América Latina, Europa, EUA, Ásia etc.). Segundo o ranking SCImago de 2015, o CBPF é, entre todas as instituições científicas brasileiras, a que mais publica trabalhos de excelência. Ainda em 2013, o mesmo ranking – um dos mais respeitados no mundo – apontou que os artigos publicados pelo CBPF receberam cerca de 70% mais citações que a média global.

O aspecto mais importante na fundação do CBPF – e motivação ainda hoje presente na instituição – é seu papel de fomentador da infraestrutura de C&T do país. No CBPF, foram concebidos o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), o Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (IMPA), o Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC), em Petrópolis (RJ), e o Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS), em Campinas (SP).

O CBPF – assim como outros institutos do MCTIC – tem, além de função estratégica na relação entre ciência básica e setor produtivo, outra característica importante: seus cientistas mantêm ampla rede de contatos internacionais, com acesso privilegiado a avanços científicos e tecnológicos, antes de estes virem a público. Além disso, é um polo formador de engenheiros e técnicos altamente capacitados e com experiência internacional – algo que transcende a capacidade de nossas universidades.

 

 

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