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ON inaugura nesta quinta (23) exposição sobre seus 190 anos

  • Publicado: Terça, 21 de Novembro de 2017, 17h00
  • Última atualização em Terça, 21 de Novembro de 2017, 17h47
  • Acessos: 271

O Observatório Nacional (ON), uma das instituições científicas mais antigas do Brasil, inaugura, nesta quinta-feira (23/11), às 14h30, no Museu Histórico Nacional (MHN), na zona central do Rio de Janeiro (RJ), uma exposição para marcar os 190 anos de sua criação.

Ocupando cerca de 130 m2, a exposição – aberta ao público até 25 de fevereiro do ano que vem – terá algo do deus romano Jano: um olhar simultâneo tanto para o passado quanto o futuro. Com isso, os visitantes irão conhecer fatos históricos relativos à evolução de três áreas do instituto: astronomia, geofísica e metrologia em tempo e frequência. “Também serão mostradas as pesquisas realizadas atualmente, que projetam o ON como referência mundial nesses campos”, diz João dos Anjos, atual diretor do ON e ex-diretor do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), no Rio de Janeiro (RJ).

O projeto da exposição ficou por conta do artista visual e designer Henrique Viviani, profissional com longa experiência em divulgação científica – por décadas, Viviani foi um dos responsáveis pelo projeto visual e diagramação da revista Ciência Hoje, fundada em 1982 e publicada pelo Instituto Ciência Hoje, no Rio de Janeiro (RJ). A exposição também envolveu equipes tanto do ON quanto do Museu de Astronomia e Ciências Afins (MAST).

“Entre as importantíssimas peças trazidas do acervo do MAST, a mais simbólica é o marco geográfico. Uma placa de mármore com a latitude e longitude que determinavam a geolocalização do observatório a partir de Greenwich [meridiano que passa sobre os arredores de Londres]. Ela recepcionará o visitante, em um percurso que o levará às mais recentes descobertas nas quais o ON tem participação ativa”, adianta Viviani.

Por que uma exposição? Anjos revela: “Já havia muita coisa escrita sobre o ON, de boa qualidade, resultado​ de comemorações de outros aniversários, como os de 175, 180 e 185 anos. Fazer mais um livro seria como repetir uma história já contada. Portanto, optamos por uma exposição, a qual tem outra linguagem, traz outro desafio e oferece contato com o público, sempre ávido por novas formas de conhecer a ciência, que, muitas vezes, é apresentada de uma forma muito enigmática”, disse o pesquisador titular do CBPF.

 

Layout com detalhes da exposição sobre os 190 anos do Observatório Nacional

(Crédito: Divulgação)

 

 Longa história

O ON – assim como o CBPF e o MAST – é um instituto de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC). Seu estabelecimento se deu ainda em 1827, quando o governo foi autorizado a criar um observatório astronômico. A ideia central era ter uma instituição desse gênero para ajudar no reconhecimento do território nacional, auxiliar nas demarcações de fronteira, fornecer a hora certa e também dar formação a jovens militares em temas relacionados à astronomia e geodesia.

Parte da história do ON passa pelo morro do Castelo, que ficava nas proximidades do MHN – o morro sofreu um desmanche no início da década de 1920, por conta de uma reforma urbanística. Por sua vez, o MHN tem suas origens ainda no início do século 17, quando os portugueses construíram a Fortaleza de Santiago, numa ponta que avançava sobre o mar, entre as praias de Piaçaba e Santa Luzia.  

Aficionado por astronomia, D. Pedro II (1825-1891) não só visitava o então Imperial Observatório do Rio de Janeiro, mas fazia ali observações. O imperador chegou a doar instrumentos próprios e uma área de uma de suas propriedades, a Fazenda Imperial Santa Cruz, para que fosse ali instalada uma nova sede do observatório. Mas a localidade escolhida – pelo fato de que a instituição deveria fornecer a hora certa para embarcações fundeadas na baía da Guanabara – acabou sendo a atual sede, inaugurada em 1922, no bairro carioca São Cristóvão, perto do porto. Atualmente, o prédio é ocupado pelo MAST.

 

Detalhe da cúpula do Imperial Observatório no morro do Castelo

(Crédito: ON)

 

A ida para São Cristóvão acabou prejudicando o desenvolvimento da astronomia, por conta das luzes urbanas. A solidificação das pesquisas astronômicas, de forma mais ampla e moderna, deu-se mais tarde – com mais ênfase a partir da década de 1960.

Hoje, o ON é reconhecido internacionalmente por várias de suas áreas de pesquisas. A instituição tem dois programas credenciados de pós-graduação (astronomia e geofísica) e vários convênios com instituições nacionais e internacionais de prestígio. O câmpus do MAST mantém vários equipamentos e cúpulas de telescópios de época, que podem ser visitados por interessados.

 

Mais informações:

ON: www.on.br

Breve história do ON: http://www.on.br/index.php/pt-br/conheca-a-identidade-digital-do-governo.html

MHN: http://mhn.museus.gov.br/

MAST: http://www.mast.br/

 

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