CBPF vai participar do SibratecNANO com três projetos

Postado em: 03/04/2017

O Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), no Rio de Janeiro (RJ), deve participar da recém-anunciada 3ª chamada do SibratecNANO com três projetos ligados ao desenvolvimento de nanossensores e nanomateriais, em trabalho conjunto com empresas privadas brasileiras de alta tecnologia.

Os temas dos projetos do CBPF são os seguintes: nanodispositivos sensíveis a campos magnéticos muito sutis; materiais nanocristalinos para medição precisa de correntes elétricas; microrressonadores para uso em equipamentos de ressonância magnética nuclear. Os dois primeiros são com a empresa Magmattec Magnetic Materials Technology, em Cachoerinha (RS); o último, com a empresa Fine Instrument Technology (FIT), de São Carlos (SP).

Operado pela Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa (Fundep) – em nome do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) –, o SibratecNANO é “um instrumento de aproximação, articulação e financiamento de projetos cooperativos entre micro, pequenas médias e grandes empresas” e as 23 instituições de ciência e tecnologia do país que fazem parte do chamado SisNANO (Sistema Nacional de Laboratórios de Nanotecnologia).

 

Dispositivo para detecção de gases a partir de um nanofio de óxido de zinco

(Crédito: Labnano/CBPF)

 

A 3ª chamada do SibratecNANO contempla duas grandes áreas: i) nanodispositivos e nanossensores; ii) nanomateriais e nanocompósitos.

Os projetos serão recebidos até 26 de maio deste ano. Em 13 de junho seguinte, saem os resultados dos enquadramentos e, em 10 de julho, ocorre a divulgação dos resultados e contratações.

 

O LabNano

Inaugurado em 2010 – com início do atendimento a usuários em fevereiro do ano seguinte –, o Laboratório Multiusuário de Nanociência e Nanotecnologia do CBPF (Labnano) faz parte do SisNano.

“Com esse vínculo, o CBPF pode captar projetos de pesquisa e desenvolvimento junto às empresas. Os valores-limite por projeto é de aproximadamente R$ 400mil, e a empresa banca algo entre 5% e 10% do valor”, explicou Rubem Sommer, pesquisador titular do CBPF e coordenador do Labnano, que é também um dos laboratórios estratégicos do MCTIC no âmbito da Iniciativa Brasileira em Nanotecnologia (EBNano).

 

 

Interior de uma câmara de sputtering, processo usado para produzir nanomateriais

(Crédito: Labnano/CBPF)

 

Sommer explica que os recursos do SibratecNANO – que devem ser necessariamente voltados para a infraestrutura (insumos e equipamentos) dos laboratórios de pesquisas onde os projetos serão desenvolvidos – são alocados a uma fundação de apoio. No caso do CBPF, isso tem ocorrido por meio da Fundação de Apoio à Computação Científica (FACC), órgão de direito privado e sem fins lucrativos que trata da gestão administrativa e financeira de projetos executados no âmbito das instituições de pesquisa conveniadas.

 

Mais informações:

Labnano/CBPF: http://portal.cbpf.br/labnano/

Sibratec Nano: http://www.sibratecnano.com/

SisNANO: http://www.mcti.gov.br/sisnano


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