Com balanço do ano, ‘Evento do CBPF’ traz destaques da casa e homenageia servidores

Postado em: 19/12/2016

O ‘Evento do CBPF’ – tradicional reunião anual de confraternização da instituição – trouxe um breve balanço de 2016 e apresentou os destaques científicos, tecnológicos e de gestão da instituição. Em um dos pontos altos do encontro, realizado na última quarta-feira (14), servidores foram homenageados.

Ronald Shellard, diretor do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), no Rio de Janeiro, abriu o evento. Em sua fala, ressaltou que o ano “foi difícil”, mas que “o momento é de celebração, pelos bons resultados alcançados pela instituição nesse período”.

Em seguida, Shellard passou a palavra para a pesquisadora associada Magda Bittencourt Fontes, integrante da comissão organizadora do evento, juntamente com o pesquisador adjunto Felipe Tovar, o tecnologista Rodrigo Félix de Araújo Cardoso e a assistente em Ciência e Tecnologia (C&T) Márcia Cristina Ferreira Aguiar, chefe do Serviço de Gestão de Pessoas do CBPF.

Depois de breve introdução, Magda – que também ressaltou os atuais “tempos difíceis” – chamou a analista em C&T Márcia Reis, supervisora do programa, que falou sobre os ’20 anos do Programa PCI’.

 

 

 Acima, Ronald Shellard, diretor do CBPF, e a pesquisadora associada Magda Fontes, na abertura do Evento do CBPF deste ano. Abaixo, visão geral da audiência
(Crédito: José de Almeida Ricardo)

Márcia iniciou sua fala destacando números do Programa de Capacitação Institucional (PCI), criado em 1997 e voltado exclusivamente para as unidades de pesquisa e organizações sociais vinculadas ao atual Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC). Entre os resultados mais relevantes do programa no CBPF estão a concessão de 477 bolsas de longa duração e 442 de curta duração e a publicação, de 2007 ao ano passado, de 247 artigos em periódicos internacionais nos quais esses bolsistas aparecem como autores ou coautores.

Somente de 2013 a este ano, foram 192 bolsas BEV (visitantes de curta duração), bem como 50 para pós-doutorandos. O programa também rendeu 13 pedidos de patentes (um deles, internacional).

Márcia ressaltou que dois ex-bolsistas do CBPF ganharam o chamado ‘Prêmio Bolsista Destaque’, criado pelo ministério em 2009. Outro dado importante: um levantamento mostrou que 63 egressos do programa PCI do CBPF são hoje técnicos, pesquisadores ou professores de instituições públicas federais e estaduais.

 

 

A analista em C&T Márcia Reis, em sua apresentação sobre os ’20 anos do Programa PCI’ no CBPF
(Crédito: José de Almeida Ricardo)

Ano passado, os recursos destinados ao PCI pelo governo federal aumentaram 30%. No caso do CBPF, o orçamento anual do programa passou a cerca de R$ 1,75 milhão. O atual coordenador do programa de bolsas PCI do CBPF é o pesquisador titular Ivan dos Santos Oliveira Júnior, e a gestão fica a cargo de Zélia Quadros, assistente em C&T.

 

Pós-graduandos

Erich Cavalcanti iniciou o resumo das atividades da ‘Associação de Pós-graduação José Leite Lopes do CBPF’ ressaltando que a “recente abertura de diálogo com a direção da instituição foi positiva”, disse. “Esperamos que ele prossiga”, completou.

Cavalcanti citou uma lista de reivindicações – muitas delas atendidas – dos pós-graduandos ao longo do período. Esses temas diziam respeito à representatividade no Comitê Científico Assessor (COCI); ao acesso às dependências do CBFP; a desconto no restaurante – ‘uma luta para conseguir; e algo pelo qual pretendemos lutar para manter”. Citou pesquisas de opinião pública feitas com os pós-graduandos sobre a participação em colóquios e seminários.

 

Erich Cavalcanti, representante da Associação de Pós-graduandos do CBPF
(Crédito: José de Almeida Ricardo)

 Neste momento, segundo Cavalcanti, o CBPF tem 121 pós-graduandos, 11 dos quais foram orientadores no PROVOC-CBPF – ver http://portal.cbpf.br/noticia/meninas-sao-destaque-do-xix-seminario-de-vocacao-cientifica-do-cbpf/1072 –, e muitos foram voluntários da última Semana de Ciência e Tecnologia, no Observatório Nacional, no Rio de Janeiro (RJ), evento coordenado pela assistente em C&T Denise Coutinho.

Cavalcanti finalizou dizendo que houve avanços, mas que “ainda há muito a fazer”.

 

Fases topológicas

O pesquisador titular do CBPF Mucio Continentino falou sobre o tema que deu o prêmio Nobel a três físicos este ano: fases topológicas da matéria.

Topologia é uma área da matemática. Essa área lida, basicamente, com formas que lembram esferas, rosquinhas, pretzels etc. Certas propriedades desses objetos são mantidas mesmo depois de eles serem esticados, torcidos, amassados etc. Nesse aspecto, para a topologia, uma caneca de café é semelhante a uma rosquinha, pois ambas têm um ‘orifício’ (caneca, na alça; rosquinha no meio). Assim, se você esticar e torcer uma, chegará à outra.

Esses conceitos foram importantes para que os físicos descobrissem materiais que mantêm suas propriedades de condução de corrente elétrica mesmo sob transformações severas.

Propriedades topológicas da matéria podem ser observadas em um intrigante fenômeno da natureza, o chamado efeito Hall quântico. Nele, os invariantes topológicos – as propriedades que não se alteram sob transformações – manifestam-se na forma de correntes elétricas que só podem assumir valores inteiros (1, 2, 3, 4...), mesmo que o material sofra modificações – o que inclui, por exemplo, ‘dopá-lo’, isto é, inserir em sua estrutura novos elementos químicos.

 

 

O pesquisador titular do CBPF Mucio Continentino, em palestra sobre o tema do Nobel de Física deste ano
(Crédito: José de Almeida Ricardo)

Por essa propriedade, o efeito Hall quântico tem sido foco de muita pesquisa básica e também é usado para fins aplicados, como na metrologia científica, que, por sua vez, ao determinar grandezas com extrema precisão, tem papel importante no comércio internacional.

A edição de dezembro de Ciência Hoje (www.cienciahoje.org.br), revista publicada pelo Instituto Ciência Hoje, trará, em seu ‘Especial Nobel’, comentário sobre o tema do prêmio deste ano de autoria do físico Tharnier Puel de Oliveira, pós-doutorando do CBPF e pesquisador da área de fases topológicas da matéria.

 

Monocristais

O tema de Eduardo Bittar, pesquisador adjunto do CBPF, foi o Laboratório de Síntese de Monocristais (LSM), um dos mais recentes do CBPF e de importância estratégica para a pesquisa feita na instituição.

Com essa nova infraestrutura – planejada ao longo dos últimos anos –, o CBPF passa a fabricar os próprios sólidos cristalinos (monocristais), com alto grau de pureza e qualidade.

A natureza é pródiga na fabricação de monocristais, material no qual os constituintes (átomos ou moléculas) estão arranjados de forma ordenada, homogênea, sem ‘deformidades’ ou elementos estranhos à sua estrutura. Pedras perfeitas de safiras, rubis, ametistas e diamantes são exemplos nesse sentido.

 

O pesquisador adjunto Eduardo Bittar fala sobre o Laboratório de Síntese de Monocristais do CBPF
(Crédito: José de Almeida Ricardo)

Bittar deu detalhes dos equipamentos usados no LSM (com 26 m2) e de técnicas usadas para a fabricação de monocristais. Detalhou os primeiros resultados experimentais obtidos no LSM e recentemente publicados em periódico internacional.

Em um aparte, ao final, Magda Fontes ressaltou que “periódicos internacionais de prestígio valorizam bastante um experimento feito com um material com essas características”.

O objetivo do LSM é que o CBPF se torne uma referência na área de fabricação de monocristais nos próximos anos.

 

Magnetismo animal

Henrique Lins de Barros, pesquisador titular do CBPF, apresentou a palestra ‘Um novo organismo magnético’.

Lins de Barros iniciou sua fala apresentando a chamada ‘árvore da vida’ e apontando nela uma diferente básica entre os sem-número de espécies: os procariotos (bactérias etc.) e eucariotos (mamíferos, aves etc.) – nestes últimos, as células são dotadas de núcleo.

Em seguida, ressaltou o papel pioneiro do CBPF na América Latina em estudos sobre a influência de campos magnéticos em seres vivos. Hoje, o espectro da pesquisa nessa área na instituição vai de bactérias a insetos sociais (abelhas, formigas etc.).

Barros destacou três espécies ‘magnéticas’ descobertas por grupos dos quais participavam pesquisadores do CBPF: uma bactéria, no Jardim Botânico do Rio de Janeiro; o Magnetogloblus multicellularis – algo como uma ‘bactéria’ formada por muitas células – na lagoa de Araruama (RJ); e, em Maricá (RJ), um ciliado, micro-organismo bem maior que bactérias e dotado de estruturas que os ajudam a se locomover (cílios).

Esses organismos têm em comum o fato de fabricarem cristais magnéticos e, portanto, responderem à ação de campos magnéticos. Desconfia-se de que alguns peixes, aves e mamíferos tenham algum tipo de ‘sensor’ (ainda desconhecido) que os ajudaria na orientação.

 

 

O pesquisador titular do CBPF Henrique Lins de Barros na palestra ‘Um novo organismo magnético’
(Crédito: José de Almeida Ricardo)

O ‘novo organismo’ do título da palestra era o ciliado. Mas o M. multicellularis segue sendo, por sua peculiaridade, um tipo de ‘campeão de audiência’. Evidências indicam que esses seres ocupam uma estrutura intermediária entre os procariotos e eucariotos. Segundo Barros, é o único caso conhecido de ser que já nasce multicelular.

O CBPF tem sido referência na área de estudo de magnetismo em seres vivos, com trabalhos em periódicos internacionais com alto número de citações.

 

Lentes gravitacionais

Martín Makler, pesquisador titular do CBPF, falou sobre lentes gravitacionais, fenômeno gravitacional que aumenta, multiplica, distorce e ‘atrasa’ a viagem de raios de luz no espaço.

Como o nome diz, lentes gravitacionais agem basicamente como as congêneres de vidro. No entanto, sua constituição difere significativamente desses objetos de nosso dia a dia: lentes gravitacionais podem ser formadas por uma galáxia ou um aglomerado delas. Essas estruturas se interpõem entre a luz emitida por um objeto cósmico e o receptor (no caso, a Terra). “Elas funcionam como ‘telescópios gravitacionais’”, comparou Makler.

As lentes gravitacionais têm sido uma ferramenta experimental valiosa para estudar os mistérios da matéria escura, responsável por cerca de 25% da constituição do universo; as propriedades fundamentais da gravidade; o mecanismo de evolução das galáxias; a dinâmica do universo etc.

Makler ressaltou que os últimos resultados da área foram surpreendentes: pela primeira vez, foi 'lenteada' uma supernova (explosão de uma estrela massiva e antiga). Mais: foi possível prever o local e a data do aparecimento das outras imagens dessa supernova – batizada Refsdal – em outros pontos do cosmo.

 

 

Martín Makler, pesquisador titular do CBPF, explica avanços na área de lentes gravitacionais
(Crédito: José de Almeida Ricardo)

Outro feito das lentes gravitacionais neste ano: a detecção da imagem de uma supernova do tipo 1A, corpos cósmicos considerados como ‘lâmpadas-padrão’ e, portanto, usados para medir distâncias com alta precisão. Foi com base no estudo dessas estruturas que se descobriu, no final do século passado, que o universo está se expandindo de forma acelerada.

Um terceiro feito foi a detecção de um 'anel de Einstein duplo', fenômeno também ligado a lentes gravitacionais. Esse tipo de sistema, segundo Makler, é importante por permitir obter limites em modelos cosmológicos.

O CBPF participa ativamente dessas linhas de pesquisa. Em particular, o CBPF coordena o SOAR Gravitational Arc Survey, os estudos em arcos do CFHT Stripe 82 survey, e participou ativamente das buscas e simulações de arcos no Dark Energy Survey.

Makler acredita que outros fenômenos semelhantes devem ser descobertos em um futuro próximo “O jogo está só começando nessa área”, concluiu.

 

Gás relativista

Evaldo Curado, pesquisador titular do CBPF, apresentou a solução que ele e colegas publicaram este ano de um problema que tem origem na física do século 19. A resolução envolve conceitos tantos da termodinâmica quanto da teoria da relatividade. O artigo – publicado em Physica A (v. 444, pp. 963-969, 2016) – é também assinado por Ívano Soares, também pesquisador titular do CBPF, e Felipe Germani, então pós-graduando no CBPF.

Em 1859, o físico escocês James Clerk Maxwell (1831-1879) chegou a uma fórmula para mostrar como variam as velocidades das moléculas de um gás. No entanto, mais tarde, notou-se que essa distribuição estatística – cujo gráfico tem a forma de um ‘sino’ – tinha um problema: havia a probabilidade (ainda que mínima) de que parte das moléculas ultrapassassem a velocidade da luz (300 mil km/s), o que é vedado pela teoria da relatividade especial, proposta pelo físico Albert Einstein (1879-1955), em 1905.

Em 1911, incentivado pelo físico Max Planck (1858-1947), o também alemão Ferencz Jüttner (1878-1958) chegou a uma distribuição de velocidades de um gás em que se evitava esse problema. Mas a fórmula de Jüttner tinha um equívoco matemático em sua estrutura. A consequência disso é que ela não obedece às transformações de Lorentz (ou seja, não um invariante de Lorentz). Em termos muito simples, isso significa que um observador acelerado não chegaria às mesmas conclusões que um ‘parado’ (inercial) sobre, por exemplo, as propriedades de um gás contido em um recipiente.

 

 

Evaldo Curado, pesquisador titular do CBPF, falou de resultados recentes obtidos por ele e colegas em área que envolve termodinâmica e relatividade
(Crédito: José de Almeida Ricardo)

Quase cem anos mais tarde, físicos experimentais da Alemanha estudaram a distribuição de um gás em uma dimensão, no qual havia ‘moléculas’ mais leves e mais pesadas. E, surpreendentemente, concluíram que os dados do experimento se ajustavam perfeitamente à distribuição de Jüttner.

Curado e colegas retomaram o problema – a distribuição de Jüttner e sua não invariância – por uma nova perspectiva: em vez de tratar das velocidades das moléculas, o trio de pesquisadores centrou sua atenção em uma grandeza definida como ‘rapidez’.

O novo modelo – também para uma dimensão – obteve uma distribuição de rapidez (velocidades) que é invariante de Lorentz. Uma consequência disso é que os dois observadores concordariam com a temperatura do gás, caso medissem essa grandeza.

 

Atividades espaciais

Após os destaques do ano da instituição, Shellard apresentou o convidado especial do evento, o ex-diretor do CBPF Ricardo Galvão (2004-2011), que falou sobre o ‘Programa Nacional de Atividades Espaciais’ (PNAE) e as relações com essas atividades do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos (SP), do qual ele é o atual diretor.

Galvão iniciou sua fala ressaltando a importância estratégica da área espacial na atualidade – ao lado da biotecnologia, das nanociências e da tecnologia nuclear – e, em seguida, passou a destacar alguns dos satélites que o Brasil desenvolveu ao longo das últimas décadas, enfatizando os últimos projetos feitos em parceria com a China. No entanto, foi crítico em relação ao cenário geral do Programa Espacial Brasileiro (PEB), administrado pela Agência Espacial Brasileira (AEB).

"O programa ainda apresenta deficiências de planejamento, pessoal e recursos e deverá ser revisto pela AEB", disse o físico experimental. Segundo ele, falta definir melhor os objetivos de longo prazo, aprimorar o diálogo entre os diversos setores envolvidos, bem como a interação com universidades e centros de pesquisa do país.

Para o ex-diretor do CBPF, o programa espacial argentino está em situação melhor por conta de seu planejamento estratégico e da participação de empresas – uma delas, INVAP. “Perdemos protagonismo na América do Sul”, concluiu, ao listar a situação de outros países da região.

“Não se faz um programa espacial sem uma indústria nacional forte. Nem sem encomendas do governo”, resumiu. Em seguida, citou algumas empresas de tecnologia de ponta que surgiram recentemente nessa área, como a Visiona e a Orbital – esta última de painéis solares para satélites.

O primeiro satélite geoestacionário do Brasil será lançado ano que vem, mas foi feito fora do Brasil, sob encomenda da área de defesa e comunicações. As atenções do PEB estão agora voltadas para o CBERS-4A, satélite desenvolvido com a China e que deverá ser lançado até 2018, ano no qual também se pretende pôr em órbita o Amazônia-1, cujas imagens ajudarão a controlar o desmatamento. “Há também planos de Brasil e Argentina desenvolverem satélites em conjunto”, adiantou. O PEB mantém convênios com vários países e instituições estrangeiras.

Galvão disse que o mercado de satélites parece tender para dispositivos de menor tamanho, como os nano e microssatélites. Segundo ele, o PEB, ao optar por novos veículos lançadores de menor peso para satélites de pequeno porte, parece ter tomado uma medida acertada. Os veículos lançadores são incumbência do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial, ligado à Aeronáutica brasileira.

 

 

Ricardo Galvão, atual diretor do INPE, fez análise crítica das atividades espaciais no Brasil
(Crédito: José de Almeida Ricardo)

Galvão lamentou, ainda, que o PEB tenha ido para escalões inferiores do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações.

Para o físico, um ‘calcanhar de Aquiles’ do PEB é o fato de o Brasil não ter dominado ainda a chamada tecnologia de controle orbital em três dimensões, que, basicamente, é um programa sofisticado de computador. A China tem essa tecnologia, mas a mantém em sigilo.

Ao final, o diretor do INPE sugeriu, aos que têm interesse pelo assunto, a leitura de publicação sobre o PNAE: http://www.aeb.gov.br/wp-content/uploads/2013/03/PNAE-Portugues.pdf

Além de Galvão, o físico Carlos Alberto Aragão de Carvalho Filho, ex-presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e atual membro do Conselho Técnico-Científico do CBPF, também esteve presente ao evento.

  

Homenagens e prêmio

O Evento CBPF 2016 – que ocorreu no Auditório Ministro João Alberto Lins de Barros – encerrou-se com a cerimônia de homenagem a servidores que se aposentaram no ano de 2016 e aqueles que completaram 30 anos de casa também neste ano.

O diretor substituto e tecnologista sênior do CBPF, Márcio Portes de Albuquerque, assumiu a palavra e passou à cerimônia de entrega de diplomas. Os homenageados foram: Elizabeth Lima Moreira, tecnologista; George Marques de Lima, técnico; Maria de Fátima Alves Costa, assistente em C&T; Valéria Conde Moraes Cosati, tecnologista (aposentados em 2016); Alexandre Malta Rossi; pesquisador titular; Eliane Wajnberg; pesquisadora titular; Marcelo Portes de Albuquerque; tecnologista sênior; Maria Aparecida de Oliveira Pádua, assistente em C&T; Marita Campos Maestrelli, tecnologista sênior; Renato Santana; assistente em C&T; e Almério Vieira de Castro, auxiliar administrativo (30 anos). Este último, em discurso, ressaltou que os 30 anos no CBPF não foram para ele “trabalho”, mas, sim, um “grande prazer”.

O diploma de Almério foi entregue pelo pesquisador emérito do CBPF Constantino Tsallis, com o qual o homenageado trabalhou diretamente durante a maior parte destes 30 anos.

 

 

O técnico George Lima, aposentado em 2016, ao lado do tecnologista Rodrigo Félix, um dos organizadores do evento
(Crédito: José de Almeida Ricardo)

   

O tecnologista sênior do CBPF Ismar Jabur discursa em entrega de diploma para o também tecnologista sênior Marcelo Portes de Albuquerque, que completou 30 anos de CBPF
(Crédito: José de Almeida Ricardo)

  

O diretor substituto do CBPF Márcio Porte de Albuquerque entrega diploma à tecnologista sênior Marita Maestrelli, também homenageada por seus 30 anos de CBPF
(Crédito: José de Almeida Ricardo)

  

O assistente em C&T do CBPF Renato Santana (dir.) recebeu diploma por 30 anos de CBPF do pesquisador titular Ignácio Bediaga
(Crédito: José de Almeida Ricardo)

  

O auxiliar administrativo Almério Vieira de Castro recebeu diploma por 30 anos de CBPF das mãos do pesquisador emérito Constantino Tsallis
(Crédito: José de Almeida Ricardo)

Também foi feita a premiação da ‘Melhor tese do ano do CBPF’. Este ano, o agraciado foi Maurício de Souza Ribeiro, com a tese ‘Termoestatística para sistemas complexos: um estudo analítico e computacional de sistemas não-extensivos’, orientado por Fernando Nobre, pesquisador titular do CBPF. A tese rendeu cerca de 10 artigos em periódicos científicos.

 

Em nome de seu ex-aluno de doutorado, o pesquisador titular do CBPF Fernando Nobre – orientador da ‘Melhor Tese do CBPF’ deste ano – recebe diploma das mãos do pesquisador titular do CBPF João Paulo Sinnecker (dir.), responsável pela Coordenação de Formação Científica
(Crédito: José de Almeida Ricardo)

 Por volta das 18h, Albuquerque, diretor substituto do CBPF, finalizou o evento, desejando que “2017 seja melhor para todos”. Os presentes foram, então, convidados para a festa de confraternização.

 

 

 

 


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