Escola Avançada de Física Experimental do CBPF tem ótima avaliação de alunos

Postado em: 09/03/2017

Os participantes da 2ª Escola Avançada de Física Experimental (2ª EAFExp) do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), no Rio de Janeiro (RJ), elogiaram a organização e as atividades do evento.

“Os alunos gostaram muito da experiência, e vários vieram nos agradecer pessoalmente”, disse Eduardo Bittar, pesquisador do CBPF e um dos organizadores do evento. Também fizeram parte do Comitê Organizador mais quatro pesquisadores do CBPF: Flávio Garcia, Roberto Sarthour, Arthur Moraes e Ivan Oliveira.

“Esperamos que a escola se torne um evento anual; portanto, em 2018, pretendemos ter uma nova edição”, completou Bittar.

“Nesta edição, contamos com a presença de mais de 30 alunos de fora do Rio de Janeiro, vindos de todas as regiões do Brasil”, disse Sarthour. No total, foram 51 participantes (22 mulheres), selecionados a partir de 202 inscritos.

Os organizadores enfatizam que a 2ª EAFExp ocorreu “muito graças ao apoio das empresas Quantum Design (http://www.qd-international.com/), Raith (https://www.raith.com/) e SPECS (http://www.specs.de/cms/front_content.php?idcat=209)”.

"Acho que os 52 alunos participantes da EAFExp tiveram uma experiência ímpar. Só um centro de pesquisa sensível à notória carência de [físicos] experimentais na comunidade científica brasileira -- sobretudo, na comunidade de fisica -- consegue se organizar e viabilizar uma ação como essa. Esperemos que, ano que vem, ainda mais alunos repitam o sucesso deste ano", resumiu Garcia.

 

Mão na massa

“O diferencial desta escola é que os estudantes têm contato direto com temas de pesquisa cientifica atuais e importantes para a física. Além disso, realizam experimentos usando os equipamentos de ponta do CBPF, aprendendo e usando, ao longo da escola, a mesma metodologia empregada pelos físicos experimentais”, disse Sarthour.

Ao final das duas semanas de atividades ‘mãos na massa’ – ou seja, nos laboratórios do CBPF –, cada um dos participantes teve que fazer a apresentação dos resultados dos experimentos Naquelas duas semanas, os alunos passaram por uma imersão no dia a dia das atividades experimentais nos laboratórios do CBPF.

“As apresentações dos alunos, relatando as atividades realizadas em cada curso na escola, foram muito boas, de alta qualidade”, avaliou Bittar.

 

Apresentação de resultado de experimento realizado na 2ª EAFExp

(Crédito: CBPF)

 

Na sexta-feira (17), o ‘Evento de Encerramento’ começou com a palestra da pesquisadora titular do CBPF Elisa Saitovitch sobre ‘Mulheres da Física’. Depois, vieram as apresentações dos alunos, as quais duraram, em média, 30 minutos, com 5 minutos adicionais para perguntas da audiência. No final daquele dia, houve uma confraternização de pesquisadores e alunos no CBPF.

“Esse evento foi melhor que o do ano anterior. Esperamos que, no próximo [2018], a gente se supere mais uma vez”, disse Bittar.

 

A Escola

O principal objetivo das EAFExp é promover e motivar a atuação de jovens físicos em áreas experimentais. A maioria dos participantes foi de estudantes de graduação (a partir da metade do curso) e pós-graduação, tanto do Brasil quanto da América do Sul.

Todos os cursos da 2ª EAFExp – que se iniciou em 6 de fevereiro último – valeram créditos, os quais poderão que poderão ser usados pelos alunos dos programas de pós-graduação em física do Rio de Janeiro e do Brasil. Ao longo das duas semanas, a carga horária foi de 64 horas, totalizando quatro créditos.

O evento compreendeu palestras e seminários, comuns a todos, e atividades em laboratórios – estas últimas específicas e divididas em módulos, cuja organização e dinâmica variavam. Na 2ª EAFExp, os módulos foram sobre os temas: informação quântica; supercondutividade; nanomagnetismo; dinâmica da magnetização; física de superfícies; e física de altas energias.

Os alunos fizeram a escolha dos módulos depois dos primeiros dias do evento, quando já haviam participado do chamado ‘núcleo comum’ e dispunham de informações sobre a natureza de cada módulo.

Além disso, cada grupo fez um relatório (no formato de uma publicação para um periódico científico) sobre os resultados. Essas duas atividades (relatório e seminário) foram usadas para a avaliação final.

  

Auditório com participantes da 2ª EAFExp em uma das palestras do evento

(Crédito: CBPF)

 

Lab: cotidiano

Os alunos se depararam, ao longo das semanas, com diferentes desafios inerentes ao cotidiano de um laboratório de pesquisa. Por exemplo, contextualização do problema a ser estudado; planejamento dos experimentos; simulação numéricas para comparação com previsões teóricas; preparação de amostras; caracterização por técnicas sofisticadas; medida de grandezas físicas relacionadas ao tema em questão; e interpretação dos resultados obtidos.

 

Grupo de participantes posando para foto em um dos laboratórios do CBPF

(Crédito: CBPF)

 

Cada módulo teve um número limitado de alunos. E cada aluno participou de um único módulo experimental.

Nos primeiros dias, ocorreram aulas expositivas, nas quais foram apresentados os temas que foram desenvolvidos pelos alunos nos laboratórios do CBPF. O restante da escola foi dedicado a tarefas realizadas integralmente nos laboratórios.

 

Mais informações:

http://mesonpi.cat.cbpf.br/eafexp2017/

 


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