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Uma aritmética pagã: o perspectivismo e os conjuntos instáveis na Amazônia indígena

Publicado: Terça, 20 de Agosto de 2019, 16h00 | Última atualização em Terça, 20 de Agosto de 2019, 20h37 | Acessos: 139

Aparecida Maria Neiva Vilaça

Museu Nacional,

Universidade Federal do Rio de Janeiro

 

 

 

Local: Auditório Ministro João Alberto Lins de Barros, no CBPF, à rua Dr. Xavier Sigaud 150, Urca, Rio de Janeiro (RJ)

Dia: 20/08 (terça-feira)

Horário: 16h

Será servido um café antes do Colóquio.

Entrada gratuita, sem necessidade prévia de inscrição. Público externo deve apresentar documento de identificação na portaria.

Transmissão ao vivo pelo canal do CBPF no YouTube (https://www.youtube.com/user/CBPFvideos), onde os eventos anteriores estão arquivados.

 

Resumo:

Na literatura amazônica, a escassez de termos numéricos e o desinteresse pela contagem, que caracterizam diversos grupos indígenas da região, costumam ser associados a questões cognitivas ou linguísticas. Meu objetivo é diferenciar-me dessas abordagens e relacionar os processos de enumeração de um desses povos, os Wari’, ao perspectivismo que tradicionalmente organizava seu mundo perceptivo.

Minha hipótese é que a indefinição qualitativa de seu universo ‒ onde sujeitos e objetos mudam suas formas e afetos de acordo com o contexto relacional ‒ tem implicações na instabilidade quantitativa dos conjuntos passíveis de serem contados.

 

BREVE CV: 

Professora Titular do Programa de Pós-graduação em Antropologia Social do Museu Nacional (UFRJ), pelo qual é doutora. Pós-doutorado na Universidade de Cambridge (Inglaterra). Bolsista de Produtividade em Pesquisa do CNPq (nível I-B) e Cientista do Nosso Estado da Faperj.

Foi diretora de estudos da École des Hautes Études en Sciences Sociales e da École Pratique des Hautes Études, em Paris, e professora visitante do Centro de Estudos Latino-Americanos e do Departamento de Antropologia da Universidade de Cambridge, bem como fellow da John Simon Guggenheim Memorial Foundation (2007-2008). Entre janeiro e março de 2014, foi visiting fellow do Centre for Research in Arts, Social Sciences and Humanities, da Universidade de Cambridge, e do Kings College, na mesma cidade.

É membro do Comitê de Gestão Científica do Groupement de Recherche International do Musée du Quai Branly/CNRS, Laboratoire d’Anthropologie Sociale/Collège de France. Membro do corpo editorial das revistas científicas The Journal of the Royal Anthropological InstituteMana. Estudos de Antropologia SocialHAU: Journal of Ethnographic TheoryTipití e Religion and Society.

Sua experiência concentra-se na área de etnologia indígena, com 28 anos de trabalho de pesquisa junto aos índios Wari (Pakaa Nova), de Rondônia. Seus temas centrais de pesquisa são: organização social e parentesco, guerra, canibalismo, teorias nativas do corpo, transformação cultural, cristianismos nativos e escolarização.

É autora de Paletó e Eu - Memórias de meu pai indígena (Editora Todavia, 2018); Praying and Preying - Christianity in Indigenous Amazonia (University of California Press, 2016); Strange Enemies - Indigenous Agency and Scenes of Encounters in Amazonia (Duke University Press, 2010); Quem somos nós - Os Wari encontram os brancos (Editora UFRJ, 2006); Comendo como gente - formas do canibalismo wari (Editora UFRJ/Anpocs, 1992; 2ª edição, Mauad X, 2017); e Native Christians - Modes and effects of Christianity among Indigenous Peoples of the Americas (organizadora, com Robin Wright) (Ashgate, 2009).

 

Mais informações sobre a palestrante:

CV Lattes: http://lattes.cnpq.br/0895615747444576

 

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