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[ADIADO] COLÓQUIO DO CBPF: Uma aritmética pagã: o perspectivismo e os conjuntos instáveis na Amazônia indígena

  • Publicado: Segunda, 01 de Abril de 2019, 15h50
  • Última atualização em Terça, 09 de Abril de 2019, 14h21
  • Acessos: 300

[ADIADO. NOVA DATA SERÁ ANUNCIADA EM BREVE]

COLÓQUIO DO CBPF

 

 

Aparecida Maria Neiva Vilaça

Museu Nacional,

Universidade Federal do Rio de Janeiro

 

Local: Auditório Ministro João Alberto Lins de Barros, no CBPF, à rua Dr. Xavier Sigaud 150, Urca, Rio de Janeiro (RJ)

Dia: 09 de abril (terça-feira)

Horário: 16h

Entrada gratuita, sem necessidade prévia de inscrição. Público externo deve apresentar documento de identificação na portaria.

 

Resumo:

Na literatura amazônica, a escassez de termos numéricos e o desinteresse pela contagem, que caracterizam diversos grupos indígenas da região, costumam ser associados a questões cognitivas ou linguísticas. Meu objetivo é diferenciar-me dessas abordagens e relacionar os processos de enumeração de um desses povos, os Wari’, ao perspectivismo que tradicionalmente organizava seu mundo perceptivo.

Minha hipótese é que a indefinição qualitativa de seu universo ‒ onde sujeitos e objetos mudam suas formas e afetos de acordo com o contexto relacional ‒ tem implicações na instabilidade quantitativa dos conjuntos passíveis de serem contados.

 

Aparecida Maria Neiva Vilaça

(Crédito: Arquivo pessoal)

 

 

BREVE CV: 

Professora associada do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social do Museu Nacional (UFRJ), pelo qual é doutora. Pós-doutorado na Universidade de Cambridge (Inglaterra). Bolsista de Produtividade em Pesquisa do CNPq (nível I-B) e Cientista do Nosso Estado da Faperj.

Foi diretora de estudos da École des Hautes Études en Sciences Sociales e da École Pratique des Hautes Études, em Paris, e professora visitante do Centro de Estudos Latino-Americanos e do Departamento de Antropologia da Universidade de Cambridge, bem como fellow da John Simon Guggenheim Memorial Foundation (2007-2008). Entre janeiro e março de 2014, foi visiting fellow do Centre for Research in Arts, Social Sciences and Humanities, da Universidade de Cambridge, e do Kings College, na mesma cidade.

É membro do Comitê de Gestão Científica do Groupement de Recherche International do Musée du Quai Branly/CNRS, Laboratoire d’Anthropologie Sociale/Collège de France. Membro do corpo editorial das revistas científicas The Journal of the Royal Anthropological Institute, Mana. Estudos de Antropologia Social, HAU: Journal of Ethnographic Theory, Tipití e Religion and Society.

Sua experiência concentra-se na área de etnologia indígena, com 28 anos de trabalho de pesquisa junto aos índios Wari (Pakaa Nova), de Rondônia. Seus temas centrais de pesquisa são: organização social e parentesco, guerra, canibalismo, teorias nativas do corpo, transformação cultural, cristianismos nativos e escolarização.

É autora de Paletó e Eu - Memórias de meu pai indígena (Editora Todavia, 2018); Praying and Preying - Christianity in Indigenous Amazonia (University of California Press, 2016); Strange Enemies - Indigenous Agency and Scenes of Encounters in Amazonia (Duke University Press, 2010); Quem somos nós - Os Wari encontram os brancos (Editora UFRJ, 2006); Comendo como gente - formas do canibalismo wari (Editora UFRJ/Anpocs, 1992; 2ª edição, Mauad X, 2017); e Native Christians - Modes and effects of Christianity among Indigenous Peoples of the Americas (organizadora, com Robin Wright) (Ashgate, 2009).

 

Mais informações sobre a palestrante:

CV Lattes: http://lattes.cnpq.br/0895615747444576

 

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