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Delegação do CBPF participa de oficina sobre biossensores magnéticos em Caxias do Sul

  • Publicado: Sexta, 02 de Março de 2018, 17h37
  • Última atualização em Sexta, 02 de Março de 2018, 18h18
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O físico experimental Rubem Sommer, pesquisador titular do CBPF, relata, para o Núcleo de Comunicação Social, a participação dele e colegas da instituição em encontro, no Rio Grande do Sul, sobre biossensores magnéticos voltados para a detecção rápida da infecção pelo vírus da Zika.

 

Nos últimos dias 22 e 23 de fevereiro, delegação do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), no Rio de Janeiro (RJ), participou do ‘I Workshop em Biossensores Magnéticos’, realizado na Universidade de Caxias do Sul (UCS), no Rio Grande do Sul.

O encontro reuniu a equipe multi-institucional e interdisciplinar envolvida no ‘Projeto Zika’, que se propõe a desenvolver biossensores magnetoelásticos ‒ a serem utilizados na rede pública de saúde do país ‒ para a detecção rápida da infecção pelo vírus da Zika.

Na oficina, foram discutidos os princípios de biossensoriamento e as etapas em desenvolvimento no âmbito do projeto, liderado por Mariana Roesh Ely (coordenadora geral) e Frank Missel, ambos docentes da UCS.

 

Nanopartículas de ouro

A equipe do CBPF apresentou estratégias alternativas de detecção magnética e microfabricação de sensores, bem como estratégias para a fabricação de nanopartículas de ouro por ablação a laser, além de técnicas avançadas de caracterização de materiais biofuncionalizados por microscopia eletrônica.

Em um dos biossensores desenvolvidos pelo projeto, cada nanopartícula de ouro está ligada a um anticorpo específico que, por sua vez, se acopla a outra proteína, esta última na superfície do vírus da Zika. Um sensor magnetoelástico irá detectar o complexo ‘nanopartícula-anticorpo-vírus’ no sangue extraído de um paciente, indicando se a pessoa está ou não infectada.

As nanopartículas ‒ com cerca de 90 nanômetros (bilionésimos de metro) de diâmetro ‒ são fabricadas com a técnica de ablação a laser em laboratórios do CBPF: Laboratório de Plasma Aplicado (LaPA), Laboratório Multiusuário de Nanociências e Nanotecnologia (LABNANO) e Laboratório de Magnetismo Aplicado (LMAG).

 

Produção a laser de nanopartículas de ouro no CBPF

(Crédito: Alexandre Mello/CBPF)

 

Duas vantagens

Duas vantagens desse tipo de sensor que vem sendo desenvolvido pelo Projeto Zika, com a colaboração do CBPF: i) é portátil, podendo, assim, ser transportado com facilidade para regiões remotas; ii) tem alto grau de sensibilidade, indicando, com rapidez, a presença do vírus.

Pelo CBPF, participaram os tecnologistas Alexandre Mello e André Pinto, o pesquisador Rubem Sommer, os pós-doutorandos Bruno Silva, Lesslie Jorquera e Roberta Dutra, bem como o estudante de mestrado Sergio Balbuena.

 O financiamento do projeto, que reúne cerca de 20 pesquisadores brasileiros, é do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior.

 

Rubem L. Sommer

Pesquisador titular

CBPF

 

Mais informações:

Notícia sobre o projeto: https://www.ucs.br/site/noticias/5149/

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