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Nesta sexta (18), o CBPF faz sua festa para comemoração dos 70 anos de sua fundação

  • Publicado: Quarta, 16 de Outubro de 2019, 15h20
  • Última atualização em Sexta, 18 de Outubro de 2019, 09h11
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Nesta sexta-feira, 18 de outubro, o Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), no Rio de Janeiro (RJ), vai comemorar os 70 anos de sua fundação. Estarão presentes autoridades políticas, acadêmicas e da iniciativa privada. As atividades ocuparão manhã e tarde, com uma confraternização para os presentes no início da noite.

A abertura do evento será às 9h, feita pelo físico experimental Ronald Cintra Shellard, diretor do CBPF, pelo físico Luiz Davidovich, presidente da Academia Brasileira de Ciências, pelo também físico Ildeu de Castro Moreira, presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, e pelo biofísico Marcelo Morales, secretário de Estado de Políticas para Formação e Ações Estratégicas do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC). Morales estará representando o ministério no evento.

Segue-se uma série de palestras (ver ‘Programa’) com pesquisadores e profissionais de renome internacional sobre diversos temas científicos, tecnológicos e de inovação.

A partir das 16h, acontece homenagem a ex-diretores do CBPF e a ex-microscopistas da instituição, pioneiras da ciência no Brasil. Em seguida, ocorrerá a mesa ‘Celebração da ciência, tecnologia e inovação no país’, com a presença de lideranças políticas e científicas.

No início da noite ‒ com previsão para as 18h ‒, começa a festa de confraternização para os presentes.

 

O CBPF: sucesso

“O CBPF é a primeira instituição da fase moderna da ciência brasileira. Ao longo destas sete décadas, tem sido não só bem-sucedido em pesquisa e formação de recursos humanos, mas também como um celeiro de ideias que acabaram se concretizando na forma de novos centros de pesquisa no Brasil e na América Latina”, diz Shellard, diretor do CBPF.

Fundado em 1949, no cenário do pós-guerra ‒ quando uma nova geopolítica mundial deixou claro que ciência era sinônimo de poder e um dos pilares para a riqueza das nações e o bem-estar dos povos ‒, o CBPF é a unidade do MCTIC cuja missão principal é fazer pesquisa básica de fronteira em física e temas correlatos, bem como formar recursos humanos altamente capacitados nessas áreas.

A concepção e criação do CBPF foram um desdobramento de ampla campanha pública que reuniu cientistas, militares, empresários, banqueiros, artistas, jornalistas, entre outros formadores de opinião à época. Esse movimento foi impulsionado pelos feitos científicos do então jovem físico experimental brasileiro César Lattes (1924-2005) ‒ um dos fundadores do CBPF ‒, que, nos dois anos anteriores, tinha participado, no Reino Unido e nos EUA, de uma das descobertas mais importantes da ciência do século passado: a detecção da partícula méson pi, responsável por manter o núcleo atômico coeso.

Com pós-graduação de excelência internacional e criadora do primeiro mestrado profissional em instrumentação científica do país, o CBPF sedia a Rede Nacional para a Física de Altas Energias, o Centro Latino-Americano de Física, o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Sistemas Complexos e a Rede-Rio, a qual é o ponto fulcral de toda a internet do estado do Rio de Janeiro.

“A história de sucesso do CBPF tem que se refletir na importância dos institutos de pesquisa do MCTIC para a infraestrutura da ciência e tecnologia para o Brasil”, diz o tecnologista sênior Márcio Portes de Albuquerque, vice-diretor do CBPF.

 

Várias excelências

A coordenação de física teórica do CBPF é altamente respeitada no Brasil e no mundo e tem trabalhos com altíssimo número de citações, mantendo, assim, a tradição de físicos teóricos de renome internacional, como José Leite Lopes (1918-2006) e Jayme Tiomno (1920-2011), fundadores do CBPF.

Com amplo parque de equipamentos científicos de ponta ‒ avaliado em centenas de milhões de reais ‒, seu Laboratório Multiusuário de Nanociência e Nanotecnologia (Labnano) é referência na América Latina.

 

Um dos microscópios do Labnano, laboratório referência na área na América Latina

(Crédito: Labnano/CBPF)

 

A pós-graduação do CBPF é classificada como de “excelência internacional” por órgãos do governo federal. “Nosso corpo docente e discente tem contribuído com produção acadêmica de alto nível e alto impacto”, diz João Paulo Sinnecker, pesquisador titular do CBPF e coordenador de pós-graduação. Foi a primeira instituição no Brasil a fornecer títulos formais de mestre e doutor em física, a partir de meados da década de 1960.

O Mural-Grafite da Ciência, que ocupa a totalidade de um dos muros externos do CBPF, é considerado a maior expressão de arte urbana do mundo dedicada exclusivamente à ciência, tecnologia e inovação. É marca da tradicional dedicação da instituição à divulgação científica.

 

A montagem (três filas) mostra a extensão completa do Mural-Grafite da Ciência

(Crédito: Luiz Baltar)

 

Infraestrutura e sinergia

A reboque da fundação do CBPF ‒ ocorrida em um momento em que ciência era parte de um projeto de nação para o Brasil ‒, veio a infraestrutura político-administrativa da ciência no país, na qual pesquisadores do CBPF tiveram papel fundamental, como na criação do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), bem como de fundações estaduais de amparo à pesquisa.

 

Equipamento XPS, para estudar com raios X a superfície de materiais

(Crédito: Labsurf/CBPF)

 

Ao longo destas sete décadas, a sinergia entre ciência e sociedade promovida pelo CBPF permitiu o nascimento de projetos que levaram à criação do Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada, no Rio de Janeiro (RJ); do Laboratório Nacional de Computação Científica, hoje em Petrópolis (RJ); e do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron, em Campinas (SP) ‒ esta última coordena a implantação do Laboratório Sirius, o empreendimento científico mais ousado do país na atualidade.

 

Lançamento do SciMining (centro), supercomputador projetado e construído no CBPF

(Crédito: JRicardo/CBPF)

 

Programa

 

Manhã

8h30 Recepção

9h00 Abertura

Ronald Shellard (CBPF)

Luiz Davidovich (ABC)

Ildeu Moreira (SBPC)

Marcelo Morales (MCTIC)

9h30 Cosmologia - R. Rosenfeld (SBF/UNESP)

10h00 Computação Quântica - D. Oliveira (USP)

10h30 Intervalo

11h00 Astroparticulas - M. Pimenta (LIP/Portugal)

11h30 Projeto Sirius – Y. Petroff (LNLS/CNPEM)

 

Tarde

15h00 O Brasil no CERN – S. Mele (CERN/Europa)

15h30 Ciência Básica e Inovação - G. Perelmuter (Grids Cap.)

16h00 Homenagem aos Ex-Diretores e Microscopistas

16h30 Celebração da Ciência, Tecnologia e Inovação no país

Ronald Shellard (CBPF)
Jerson Lima (FAPERJ)
Denise Pires (UFRJ)
R. Galvão (Ex-Diretor)
Waldeck Carneiro (ALERJ)

 

Noite

18h00 Momento de Celebração

 

A entrada no evento é restrita a convidados.

Haverá transmissão ao vivo da programação em youtube.com/CBPFvideos.

 

SERVIÇO:

Evento: Celebração dos 70 anos do CBPF

Data: 18 de outubro (sexta-feira)

Local: Auditório Ministro João Alberto Lins de Barros, no CBPF, à rua Dr. Xavier Sigaud, 150, Urca, Rio de Janeiro (RJ)

Horário: início às 9h (confraternização a partir das 18h)

 

Mais informações:

70 anos: http://portal.cbpf.br/pt-br/ultimas-noticias/cbpf-70-se-fortalece-como-infraestrutura-de-pesquisa-avancada

Editorial: http://portal.cbpf.br/pt-br/ultimas-noticias/os-70-anos-do-cbpf-e-os-institutos-de-pesquisa-do-mctic

 

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