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Revista Cosmos e Contexto divulga a programação dos eventos para o ano que vem

  • Publicado: Quinta, 12 de Dezembro de 2019, 14h51
  • Última atualização em Quinta, 12 de Dezembro de 2019, 14h51
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A revista eletrônica Cosmos & Contexto e o Centro de Estudos Avançados de Cosmologia (CEAC), do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), no Rio de Janeiro (RJ), anunciam sua programação de 2020.

Ao todo, serão quatro eventos – coordenados por Mario Novello, pesquisador emérito do CBPF –, com o primeiro deles já em março, e o último programado para outubro. Os temas gerais são filosofia, ciência, literatura, natureza e vazio.

Em 26 de março, ocorre ‘Os transgressores. A filosofia do século 20’. Em abril (16), ‘Entre literatura e ciência’. De 12 a 14 de agosto, ‘Modos de observar a natureza’. ‘Imagens do vazio’, em 22 de outubro’, encerra a programação.

Todos serão gratuitos e realizados no anfiteatro Ministro João Alberto Lins de Barros, no CBPF, à rua Dr. Xavier Sigaud 150, no bairro da Urca da capital fluminense. Não é necessário fazer inscrição prévia. Público externo deve apresentar documento de identidade na portaria.

“Os físicos do CEAC consideram que esses simpósios, realizados em um centro de pesquisas físicas, são extremamente importantes para que um diálogo contínuo entre ciências físicas e ciências humanas, com seus diferentes modos de olhar a natureza, ocorra efetivamente. Mais do que isso, para que a importância desses olhares perca essa hierarquia imposta arbitrariamente por um sistema de sociedade que privilegia o indivíduo e não a coletividade’, explica Novello.

 

Os transgressores. A filosofia do século 20 (26 de março)

Os simpósios ‘Os transgressores. A física do século 20’ e ‘A miséria da ciência sem filosofia’, ambos realizados este ano, inauguraram a trilogia que será finalizada ano que vem, com esse novo simpósio dedicado inteiramente à filosofia: ‘Os transgressores. A filosofia do século 20’.

Na programação, Martin Heidegger (por Elsa Buadas); Henri Bergson (por Flavia Bruno); Giles Deleuze (por Nelson Job); Walter Benjamin (por Maria Rita Kehl); Friedrich Nietzsche (por Auterives Maciel); e Michel Foucault (por Leonardo Maia).

 

Entre literatura e ciência (16 de abril)

A instabilidade do estado fundamental (o vazio quântico) está na origem do universo; a física não permite estabelecer uma hierarquia existencial absoluta entre o real e o virtual; ao caminharmos para o futuro – na trilha que Gödel exibiu sub-repticiamente escondida na teoria da relatividade de Einstein –, estamos igualmente nos aproximando do nosso passado. 

Essas três sentenças extraídas ao acaso de um texto científico atual nos levam a perguntar: estamos no território da ciência ou da literatura? Em verdade, esses exemplos mostram que é simples e possível atravessar o umbral que separa ciência e literatura.

A programação terá Philip K. Dick (por Nelson Job); H. G. Wells (por Mario Novello); Mary Shelley (por Luiza Lobo); Ray Bradbury (por Octavio Aragão); Stanislaw Lem (por Rodrigo Petronio); Bertold Brecht (por Rafael Rocha); e Isaac Asimov (por Bráulio Tavares).

 

Modos de observar a natureza (12, 13 e 14 de agosto)

O que é isso, a natureza? A resposta, construída a partir de diferentes modos de reflexão, foi arquitetada sustentando-se na divisão do pensamento, por meio dos vários caminhos da filosofia, física, cosmologia e antropologia, desde a elaboração do sagrado que nela se esconderia ao materialismo radical de certa física.

Neste simpósio, iremos provocar um encontro que faça tombar as barreiras que separam essas visões e tratar essa multiplicidade de caminhos não como alternativas irreconciliáveis, mas, sim, como elas são, isto é, modos possíveis de apreensão do que existe, emergindo, então, um atravessamento interdisciplinar.

Na programação, Filosofia (por Falvia Bruno); Quantum (por Nelson Pinto Neto); Cosmos (por Mario Novello); Ontologia (por Nelson Job); e Antropologia (por Octavio Bonet).

 

Imagens do vazio (22 outubro)

O vazio, apesar de ser um termo usual, sempre desafiou a imaginação e o pensamento humanos. Desde as provocações do zen, adentrando a longa jornada de criação do número zero, compartilhando o horror vacui da pintura barroca e chegando até a surpreendente teoria do vazio quântico na física, o mistério do vazio se instaura em vários campos do saber, indo até as origens do cosmos.

Ouçamos, por exemplo, o que diz o cientista: 

Como construir um cosmos?

Digamos que temos o vazio.

Comecemos então pelo vazio.

 

É preciso qualificá-lo: que vazio é esse?

Vazio de matéria, vazio de energia, vazio de espaço ou vazio de tempo?

 

E, mais adiante, ao explorar,

esse espaço-tempo que se curva sobre si,

devemos olhar com cuidado

esse vazio completo sem curvatura, plano, liso, homogêneo, isento de rugosidade ou de forma, sem lugar especial, sem lugar.

 

Para então adentrar esse cenário à procura desse vazio

e provocar, com esse movimento, uma inesperada hierarquia de vazios.

 

Em seguida, em uma imitação de deus,

nessa construção laboriosa de um mundo,

esclarecer se a algum deles (ou a todos) podemos apontar o dedo e anunciar: esse vazio existe!

 

Enfim, exibir o que dali, daquele vazio, que tipo de substância, matéria ou espaço-tempo, poderá surgir.

 

Esse simpósio abordará o vazio a partir das perspectivas da filosofia, da espiritualidade, da ciência e das artes.

A programação: Arte (por Paloma Carvalho); Cosmologia (por Mario Novello); Interdisciplinaridade (por Nelson Job); Espiritualidade (por Francisco Mourão); e Filosofia (por Flavia Bruno).

 

Mais informações:

Cosmos & Contexto: www.cosmosecontexto.org.br

CEAC: https://ceacbrasil.com/

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