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Workshop no CBPF relata números excelentes sobre o desempenho da Coman

  • Publicado: Domingo, 02 de Dezembro de 2018, 12h08
  • Última atualização em Domingo, 02 de Dezembro de 2018, 12h30
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No último dia 23 de novembro, aconteceu, no Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), no Rio de Janeiro (RJ), o ‘Workshop da Coordenação de Matéria Condensada, Física Aplicada e Nanociência (Coman)’.

O encontro contou com a participação de estudantes, pesquisadores e colaboradores da Coman, além da presença de palestrantes da Petrobras e da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Um dos convidados foi o pesquisador adjunto Tobias Micklitz, da Coordenação de Física Teórica (Coteo) do CBPF.

A convite do Núcleo de Comunicação Social, o pesquisador titular do CBPF João Paulo Sinnecker preparou um relato de sua apresentação no encontro, em que mostrou números do relatório da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) para o quadriênio 2013-2016.

 

Detalhe da audiência no Workshop da Coordenação de Matéria Condensada, Física Aplicada e Nanociência

 

O pesquisador titular Ivan dos Santos Oliveira Júnior, coordenador da Coman, entende que “as coordenações científicas do CBPF deveriam fazer esse exercício de autoavaliação regularmente, para que a instituição se conheça melhor” – proposta que pretende levar ao Comitê Assessor Científico (Coci) da instituição.

Sinnecker, à frente da Coordenação de Formação Científica (Coedu) do CBPF, fará esse mesmo levantamento para as demais coordenações e fornecerá os dados para a direção da instituição, para que possam ser usados tanto no Relatório Geral de Gestão quanto naquele de avaliação da plataforma Sucupira.

Confira a seguir o texto de Sinnecker.

 

ATUAÇÃO ROBUSTA E DE IMPACTO

A última avaliação quadrienal da Capes, realizada em 2017, mostrou que o CBPF manteve a nota máxima 7 (a mesma desde 2007), atestando a excelência do programa, de seus docentes e discentes.

No Brasil, a área de física e astronomia conta com 60 programas de pós-graduação, envolvendo mais de 1,5 mil pesquisadores e mais de 3,5 mil alunos. A área teve mais de 18 mil trabalhos publicados no quadriênio (2013-2016), com índice médio nacional de 0,40 de participação discente – 40% das publicações têm discentes como autores. 

O CBPF teve, naquele quadriênio, mais de 1,4 mil publicações, com índice de participação discente de 0,45 – portanto, acima da média nacional.

A pedido do coordenador da Coman, o pesquisador titular do CBPF Ivan dos Santos Oliveira Júnior, fizemos um levantamento dos números da coordenação, o que revelou uma atuação robusta e de impacto. Do quadro de docentes permanentes do programa acadêmico e profissional do CBPF, 21 fazem parte da Comam – ou seja, 36% de um universo de 58 docentes permanentes da instituição.

Os pesquisadores da Coman orientaram, em média, 34% dos estudantes de doutorado e 31% dos alunos de mestrado (acadêmico e profissional). Portanto, na média, 33% dos alunos do CBPF foram orientados por pesquisadores ligados essa coordenação naquele período.

A participação e o impacto da Coman na produção acadêmica (artigos) do CBPF correspondem, em média, a 21% dos trabalhos publicados no período. Vale ressaltar que o CBPF tem importante participação em grandes colaborações e que esse percentual engloba essas atividades.

Um levantamento feito pela Web of Science revela que os pesquisadores da Coman foram responsáveis por 166 trabalhos indexados entre 2013-2018, os quais receberam mais de 1,3 mil citações – mais de 1,2 mil delas sem a chamada ‘autocitação’, ou seja, foram citações feitas por autores que não assinam os trabalhos publicados.

Naquele mesmo intervalo de seis anos, o fator h (parâmetro que mede o impacto dos trabalhos publicados) para o total de artigos publicados foi igual a 18, que pode ser considerado alto para o curto período de tempo considerado. O trabalho mais citado na Coman foi ‘Experimental reconstruction of work distribution and study of fluctuation relations in a closed quantum system’, feito pelo grupo de RMN do CBPF – em colaboração com a Universidade Federal do ABC (SP) –, publicado em Physical Review Letters (v. 113, n. 14, 2014). O artigo tem 133 citações até o momento (média de 26,6 delas/ano).

 

João Paulo Sinnecker

Pesquisador titular

Coordenador da Coedu

CBPF

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