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CBPF participa amanhã das comemorações do 30º aniversário do LNLS

Publicado: Quinta, 06 de Julho de 2017, 00h35 | Última atualização em Quinta, 14 de Setembro de 2017, 00h30 | Acessos: 1728

Ronald Cintra Shellard, diretor do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), participa amanhã (07/07) da cerimônia oficial de abertura das comemorações dos 30 anos do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS). O evento acontece em Campinas (SP), no Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), organização responsável pela gestão do LNLS.

Considerada a primeira grande infraestrutura de pesquisa científica brasileira, o LNLS opera a única fonte de luz síncrotron da América Latina e, em breve, colocará em funcionamento o Sirius, equipamento de quarta geração, com poucos equivalentes no mundo.

Com estrutura aberta (multiusuário), além de realizar estudos próprios, o laboratório atende a pesquisadores de diversas áreas e também à indústria. De lá, têm saído inovações e estudos com impactos diretos no desenvolvimento da agricultura, farmacologia, geração de energia, entre outros.

 

UVX é a atual fonte de luz síncrotron do LNLS, em Campinas (SP)

(Crédito: CNPEM)

 

CBPF na história do LNLS

A primeira tentativa de construir um acelerador de partículas no Brasil ocorreu ainda na década de 1950, quando o recém-criado Conselho Nacional de Pesquisas (atual CNPq) articulou, junto ao CBPF, a construção de um cíclotron. O projeto, no entanto, não foi concretizado. Em 1979, outra tentativa, liderada pelo físico José Leite Lopes (1918-2006), também não teve sucesso.

Em 1980, o CNPq novamente recorre ao CBPF, propondo a construção de um laboratório de grandes proporções para atender à ciência brasileira. Com o andamento da proposta, o então diretor do CBPF, Roberto Leal Lobo e Silva Filho, deixa o cargo para coordenar a criação do novo laboratório.

A construção do LNLS tem início em 1987. No ano seguinte, acontecem os testes do primeiro canhão de elétrons, e o acelerador linear é concluído um ano depois. A primeira linha de luz, no entanto, só foi montada em 1992, e a primeira ‘volta’ dos elétrons no acelerador acontece em 1996, permitindo, em outubro daquele ano, a primeira observação da luz síncrotron.

Atualmente, o LNLS tem 18 linhas de luz em funcionamento, atendendo a mais de 1,2 mil pesquisadores, e segue sendo a única infraestrutura científica desse tipo em toda a América Latina.

A expansão de sua capacidade ocorrerá com a conclusão da construção do Sirius, fonte de quarta geração que permitirá estudos avançados em áreas como nanotecnologia, biotecnologia e ciência dos materiais. A previsão é que o Sirius entre em funcionamento ano que vem.

 

LNLS

Concepção artística do Sirius, fonte de luz síncrotron que está sendo construída pelo LNLS

(clique na imagem para assistir a um vídeo sobre o que é e como funciona esse equipamento)

(Crédito: CNPEM)

 

Mais informações

Laboratório Nacional de Luz Síncrotron: www.lnls.cnpem.br

Sobre a luz síncrotron: https://www.youtube.com/watch?v=AkQEZsTr-KQ

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