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Lista de Stanford tem 600 brasileiros 2 do CBPF

Publicado: Terça, 24 de Novembro de 2020, 16h31 | Última atualização em Quinta, 26 de Novembro de 2020, 09h59 | Acessos: 122

Acaba de sair mais uma lista feita pela Universidade Stanford (EUA) com os 2% de cientistas ‘mais influentes’ do mundo.

A tabela de Stanford reúne quase 160 mil nomes, contabilizando 22 áreas e 176 subáreas científicas. Há aproximadamente 600 brasileiros citados. Destes, dois são físicos do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), no Rio de Janeiro (RJ): o pesquisador emérito Constantino Tsallis (1.660, na classificação geral) e o pesquisador titular Mucio Continentino (145.006), ambos físicos teóricos.

O alemão Stefan Wagner (27.598) – atualmente no setor nuclear da Alemanha – é citado como do CBPF, instituição na qual foi bolsista.

 

Peculiaridades

A metodologia usada na pesquisa para chegar à lista dos 159.684 ‘mais influentes’ não é trivial. É baseada em parâmetros como índice h (‘puro’ ou ajustado por coautoria), posição de autoria, um ‘indicador composto’ para calcular o impacto da carreira em 2019 e outro para o impacto ao longo da vida do pesquisador etc. O trabalho também usou citações da base de dados Scopus.

A pesquisa – liderada por John Ioannidis, da Universidade Stanford, em conjunto com autores norte-americanos e holandeses – foi publicada com o título ‘Updated science-wide author databases of standardized citation indicators’ em PLOS Biology (acesso livre).

Há várias peculiaridades nela. Por exemplo, ícones da física brasileira, como César Lattes (1924-2005), Jayme Tiomno (1920-2011) e José Leite Lopes (1917-2006), não aparecem – talvez, por não terem publicado muito a partir do período em que a lista começa a contabilizar artigos.

No entanto, outros cientistas também mortos – como o físico teórico norte-americano Murray Gell-Mann (1929-2019) – aparecerem na lista. Possivelmente, o diferencial esteja no fato de eles terem publicado artigos de impacto em décadas mais recentes.

 

‘Brasileiro’ e ‘suíço’

Seguido por Tsallis, do CBPF, o ‘brasileiro’ mais bem colocado (459) é o geofísico holandês Martinus van Genuchten, que parece ter tido colaborações com as engenharias da Universidade Federal do Rio de Janeiro desde 2008, mas é citado como da Universidade Estadual Paulista – seu currículo indica que ele é atualmente pesquisador da Universidade de Utrecht (Holanda).

O matemático Artur Ávila – primeiro brasileiro ganhador da Medalha Fields e pesquisador extraordinário do Instituto de Matemática Pura e Aplicada – aparece na posição 136.146, mas filiado à Universidade de Zurique e com o que parece ser nacionalidade suíça – seu verbete na Wikipédia o dá como naturalizado francês.

Uma renomada neurocientista brasileira da Universidade Federal do Rio de Janeiro aparece ligada a uma prestigiosa universidade canadense com a qual colabora, mas, segundo ela, nunca assinou artigos. Portanto, assim como Avila, ela – citada como do 'Canadá' – não está incluída entre os 600 brasileiros, diferentemente de um de seus colaboradores, do mesmo departamento da UFRJ.

Os três autores do artigo pedem que correções sejam enviadas diretamente para a Scopus – preferivelmente, usando o ORCID feedback wizard: https://orcid.scopusfeedback.com/

A lista dos 600 brasileiros foi feita pelo economista Emmanuel Tsallis, assessor parlamentar na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro.

 

Mais informações:

Artigo: https://journals.plos.org/plosbiology/article?id=10.1371/journal.pbio.3000918

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