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Pesquisas brasileiras no CERN estão sob ameaça: orçamento não prevê verba

Publicado: Quarta, 20 de Setembro de 2017, 16h09 | Última atualização em Quarta, 20 de Setembro de 2017, 19h34 | Acessos: 1866

Grupos de 22 instituições brasileiras de pesquisa que realizam  importantes estudos no Centro Europeu de Pesquisas Nucleares (CERN) têm sua participação ameaçada nesse laboratório internacional pela falta de recursos para pagar as taxas de manutenção e operação dessa colaboração e podem ficar impedidos de implementar técnicas desenvolvidas aqui no Brasil voltadas para os experimentos em andamento naquela prestigiosa instituição científica, comprometendo o nome da ciência brasileira.

O CERN, com sede em Genebra (Suíça), opera o acelerador LHC (sigla, em inglês, para Grande Colisor de Hádrons), onde foi descoberto o chamado bóson de Higgs (‘partícula de Deus’). Foi naquele laboratório que nasceu a ‘www’ (a ‘teia’ mundial de computadores) e onde recentemente o antiátomo de hidrogênio foi ‘aprisionado’ e estudado de forma pioneira.

Tecnologias desenvolvidas no CERN, voltadas para a pesquisa com aceleradores e detectores, têm sido amplamente usadas em equipamentos do nosso dia a dia (celulares, computadores, carros, aviões, tomógrafos etc.), gerando, assim, bem-estar e riqueza para as nações. Vale ressaltar que esses avanços têm contado com a participação ativa de cientistas, tecnologistas e estudantes brasileiros.  

No entanto, o Projeto da Lei Orçamentária de 2018  (PLOA 2018), enviado pelo Poder Executivo em 31 de agosto  último, não contém ação alguma voltada ao pagamento das taxas destinadas ao CERN – contrapartida de nosso país pela participação naquele laboratório de mais de uma centena de brasileiros.

A Lei Orçamentária Anual (LOA) tem contemplado uma verba com esse propósito desde 2008. Porém, essa sequência foi interrompida na LOA de 2017 e continua ausente na  PLOA de 2018. Caso esse cenário persista, o Brasil não deverá cumprir com suas obrigações financeiras junto ao CERN, nem este ano, nem no ano que vem, o que ameaça seriamente as pesquisas brasileiras naquele laboratório – e, vale mais uma vez dizer, o prestígio científico do Brasil.

A Rede Nacional de Física de Altas Energias (RENAFAE) – criada em 2008 e vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) – tem buscado incessantemente recursos para evitar uma ruptura nessas pesquisas. Se isso vier a ocorrer, os danos para a comunidade brasileira de física de partículas podem ser irrecuperáveis, comprometendo o renome internacional que custou décadas para ser obtido por nossos cientistas.

 

Mais informações:

RENAFAE: http://mesonpi.cat.cbpf.br/renafae/

Fôlder RENAFAE: http://portal.cbpf.br/attachments/destaques/Folder LHC_Renafae.pdf

Fôlder ‘Brasil no CERN’: http://portal.cbpf.br/attachments/destaques/CARTAZ - FOLDER CERN.pdf

RENAFAE Facebook: https://www.facebook.com/Renafae-1040734626012590/

 

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