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1ª defesa online impulsiona ideias no CBPF

  • Publicado: Sábado, 30 de Maio de 2020, 15h50
  • Última atualização em Sábado, 30 de Maio de 2020, 15h51
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Esta semana, o Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), no Rio de Janeiro (RJ), realizou a primeira defesa totalmente online de um trabalho de sua pós-graduação, o que fez com que ideias discutidas informalmente sobre reuniões, cursos, palestras e colóquios ganhassem momento.

A defesa foi de Alexandre Gonçalves Gerk, com a qual esse engenheiro eletrônico obteve o título de mestre pelo Programa de Mestrado Profissional com Ênfase em Instrumentação Científica, com a dissertação ‘Instrumentação e automação de um sistema confocal de deposição de filmes finos por magnetron sputtering’.

A banca recebeu a dissertação em formato eletrônico (pdf). Gerk foi orientado pelo tecnologista sênior do CBPF Alexandre Mello.

A defesa durou cerca de 2h40.

 

Ganhando momento

A pandemia da covid-19 tem forçado boa parte da população mundial a repensar interações pessoais e formas de trabalho. Entre esses novos hábitos do cotidiano, estão videoconferências e o chamado home office.

Nesse novo cenário, ideias e planos discutidos em conversas e ambientes informais no CBPF ganharam força, por causa de resultados surpreendentes com eventos e reuniões online. O Hackcovid19 – hackathon voltado para a criação de soluções para a pandemia e organizado pelo CBPF, pela Fundação Oswaldo Cruz e pelo Laboratório Nacional de Computação Científica – foi realizado totalmente na modalidade online. O evento reuniu milhares de participantes – entre ativadore(a)s, hackers e mentore(a)s – e, neste momento, julga os quase 90 projetos apresentados (aplicativos, portais, serviços, equipamentos).

Outro caso bem-sucedido foi o ‘Conversa com o diretor’, que, com na última de suas duas edições, reuniu online – por meio da plataforma Zoom ou pelo canal do YouTube do CBPF – cerca de 400 internautas, entre servidores e funcionários do CBPF, público que teve a chance de fazer comentários e perguntas.

 

Tela do programa de videoconferência com os participantes da defesa online

(Crédito: Coedu/CBPF)

 

A distância?

Outra ideia diz respeito à gravação dos cursos de pós-graduação ministrados no CBPF e à formação de um banco de dados público que poderia ser acessado a qualquer hora e de qualquer lugar.

A reboque dessa ideia, surgiu outra, que ainda necessita de foco e contornos bem-definidos: pós-graduação a distância (ou pós EAD). No entanto, essa modalidade só é permitida integralmente aos cursos que tenham sido criados com esse propósito, seguindo regras estabelecidas pelo Ministério da Educação e seus conselhos, câmaras e coordenações, órgãos que regulamentam a pós-graduação no Brasil.

“O CBPF não tem programa de pós-graduação na modalidade ensino a distância, nos moldes permitidos pela Capes. A legislação vigente permite aos cursos presenciais a oferta de disciplinas esparsas a distância, ou seja, a oferta de disciplinas que, em parte, utilizem método não presencial. A criação de um novo programa na modalidade EAD pode – e deve – ser discutida pelo colegiado da instituição. Ressalto que a oferta de disciplinas remotas ao corpo discente do CBPF nesta época de pandemia tem sido muito produtiva”, disse o pesquisador titular João Paulo Sinnecker, coordenador da área de pós-graduação do CBPF.

A pós-graduação do CBPF tem nota sete – nível considerado de excelência internacional pela Capes.

“Deveríamos iniciar uma discussão séria e profunda sobre uma pós EAD. Hoje, no Brasil, parte significativa da graduação já é nesse formato, e cursos presenciais já podem ter parte de sua carga no formato a distância. No mundo, essa modalidade cresce muito e parece ser tendência irreversível”, disse o tecnologista sênior Márcio Portes de Albuquerque, vice-diretor do CBPF.

 

Por que não?

“Quem sabe, eventos ou colóquios do CBPF possam também ser realizados parcial ou integralmente por meio de plataformas ou canais de comunicação online”, disse Marcelo Portes de Albuquerque, coordenador do Núcleo de Inovação Tecnológica-Rio (NIT-Rio), órgão sediado no CBPF e ligado ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações. “Neste momento, todas as palestras estão com esse formato, e não vejo por que isso não possa continuar no cenário pós-pandemia”, completo o tecnologista sênior.

Para o coordenador do NIT-Rio, essas plataformas são vistas como instrumentos que afastam as pessoas. “Pelo contrário. Por meio delas, conheci um monte de gente nova. E isso ampliou minha rede de contatos e de amizades”, disse o tecnologista.

Ronald Shellard, diretor do CBPF, diz acreditar que “as novas formas de comunicação e de trabalho empregadas nestes tempos de pandemia podem aprimorar ou dar impulso a ideias que já vêm sendo discutidas informalmente no CBPF. O mundo pós-pandemia será outro, com novos hábitos e procedimentos em nível planetário. E o CBPF, como instituto de pesquisa científica de fronteira, tem a obrigação de estar atento a essas mudanças e às formas como elas podem trazer agilidade e produtividade às nossas tarefas. Estamos levando essas ideias a sério, para dar a elas visibilidade e conteúdo para futuras discussões”.

 

Mais informações:

Defesa da dissertação: https://www.youtube.com/watch?v=BegNN2u1Wz0

 

 

 

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