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Com auditório cheio, SciMining é lançado durante a XII Escola

  • Publicado: Sexta, 02 de Agosto de 2019, 18h02
  • Última atualização em Sexta, 09 de Agosto de 2019, 15h00
  • Acessos: 595

Foi lançado ontem (01/08) pelo grupo de Processamento de Imagens e Inteligência Artificial do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), no Rio de Janeiro (RJ), o ‘SciMining’, supercomputador voltado para a área de inteligência artificial.

A cerimônia ocorreu na abertura da 4a aula do curso ‘Inteligência artificial utilizando deep learning e aplicações em física’, oferecido na ‘XII Escola do CBPF’, que termina hoje (02). Um auditório lotado com alunos e funcionários aguardava o lançamento do supercomputador.

Liderada pelo tecnologista sênior Márcio Portes de Albuquerque, vice-diretor do CBPF, a apresentação oficial da máquina ‒ que, em breve, será transferida para a Petrobras, para ser usada em pesquisas avançadas em petrofísica ‒ contou também com a participação de Clécio Roque De Bom, pesquisador colaborador do CBPF, e Manuel Valentim, contratado do projeto do convênio CBPF-Petrobras.

No CBPF, a parceria entre as duas instituições é coordenada pelos tecnologistas seniores Márcio Albuquerque e Marcelo Portes de Albuquerque (coordenador de desenvolvimento tecnológico). Na Petrobras, pelo físico Maury Duarte Correia, cujo doutorado foi feito no CBPF. 

 

Márcio Portes de Albuquerque, vice-diretor do CBPF, apresentando o SciMining

(Crédito: JRicardo)

 

A apresentação foi antecedida por breve fala do diretor do CBPF, Ronald Shellard, que destacou o importante papel da ciência como desenvolvedora de ferramentas para problemas complexos.

“Um dos papéis do CBPF ‒ e da ciência, de modo geral ‒ é inventar ferramentas para abordar problemas de natureza complexa e que não se encontram disponíveis no mercado. Nesse caso, foi o de explorar o potencial de uma máquina e, com isso, resolver problemas científicos, sem se importar, a princípio, em dar a isso uma aplicação tecnológica, mas, sim, em satisfazer a curiosidade”, disse Shellard.

De Bom disse que esse computador é resultado de um trabalho de meses, para atender à demanda de inteligência artificial. “Apesar de visualmente pequeno, este cluster [conjunto de processadores] tem grande capacidade de processamento. Comparativamente, equivale à metade da capacidade de processamento de todo o cluster que atende ao Fermilab”, um dos maiores laboratórios de física de partículas do mundo, localizado nos EUA.

 

De Bom, que falou sobres as principais características do SciMining

(Crédito: JRicardo)

 

Discriminador enganado

De Bom explicou que “o SciMining tem uma proposta inédita: um programa de inteligência artificial que aprende o modelo a partir dos dados a serem simulados”. Segundo ele, cria-se, assim, um simulador de redes neurais fundamentado em dados reais, com base na natureza, e não mais na idealização do pesquisador em como o sistema físico deve se comportar.

O programa de inteligência artificial do SciMining é basicamente composto por duas grandes estruturas: o gerador e o discriminador. O primeiro é encarregado de gerar imagens com base em uma imagem real. A função do segundo é analisar a imagem e dizer se ela é real ou simulada.

O resultado se dá por meio de ‘treino’ entre gerador e discriminador, que se comunicam entre si, até alcançar o momento ideal em que o primeiro consegue gerar uma imagem tão similar à real que o discriminador é ‘enganado’ e não consegue identificar se ela é ou não uma simulação.

Outros seis supercomputadores semelhantes estão em desenvolvimento no CBPF, para compor o sistema de cálculo de alto desempenho da instituição. “Haverá também uma versão ainda mais ‘potente’ do SciMining, com 15 placas de GPUs dedicadas ao processamento de dados científicos”, disse Marcelo Albuquerque.

Formam a equipe de pesquisadores, desenvolvedores e usuários do SciMining: André Persechino, doutorando do CBPF; Jorge Alfonso González, professor da Universidade Federal do Espírito Santo; Manuel Valentin, Luciana Dias, Juliana Coelho e Marcos V. Costa e Silva, contratados do projeto CBPF-Cenpes (Petrobras); Paulo Russano e Pedro Russano, profissionais de eletrônica e informática do CBPF; Athos da Silva, bolsista do Programa de Capacitação Institucional do CBPF; Patrick Schubert, bolsista de iniciação científica do CBPF. 

O Laboratório de Instrumentação e Tecnologia Mecânica do CBPF (LITMec) teve participação no desenvolvimento e acabamento estrutural do SciMining. 

 

Visão geral do SciMining no momento de seu lançamento, na XII Escola do CBPF

(Crédito: JRicardo)

 

Repercussão

O lançamento do supercomputador do CBPF teve boa repercussão nas mídias sociais. Foi divulgado no portal, Twitter e Instagram do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e replicado pelo ministro Marcos Pontes. Está como notícia de destaque na página do ministério.

Nas redes sociais do CBPF, a recepção foi igualmente alta: no Facebook obteve alcance de 25,3 mil pessoas, com 1,1 mil cliques (ou para ver mais, ou para ir ao portal do CBPF). No Twitter, foram quase 4,1 mil que viram a chamada da notícia.

 

Cassia Ramos

Núcleo de Comunicação Social

CBPF

 

Mais informações:

CBPF: http://portal.cbpf.br/pt-br/ultimas-noticias/supercomputador-desenvolvido-no-cbpf-sera-lancado-nesta-5a-em-curso-de-ia-na-xii-escola

Cenpes: http://www.petrobras.com.br/pt/nossas-atividades/tecnologia-e-inovacao/

Cotec/CBPF: http://portal.cbpf.br/pt-br/estrutura-organizacional/diretoria/cotec

LITMec: http://mesonpi.cat.cbpf.br/litmecmult/

 

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