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Grupo do CBPF vence desafio internacional

  • Publicado: Quarta, 04 de Março de 2020, 16h47
  • Última atualização em Quarta, 04 de Março de 2020, 17h19
  • Acessos: 1364

Pesquisadores e tecnologistas do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), no Rio de Janeiro (RJ), venceram um desafio internacional de identificação de sistemas de lentes gravitacionais em imagens simuladas. A competição foi proposta por um grupo de astrofísica da Universidade de Bolonha (Itália).

Lentes gravitacionais são fenômenos nos quais a luz tem sua trajetória alterada ao passar por grandes aglomerados de massa no universo ‒ os quais agem como gigantescas ‘lupas’. O estudo dessas lentes e sua modelagem são importantes, por exemplo, para a compreensão da distribuição da matéria escura no universo e a verificação precisa da relatividade geral ‒ esta última, é a teoria da gravitação proposta pelo físico de origem alemã Albert Einstein (1879-1955) em 1915.

Matéria escura ‒ cuja natureza ainda é misteriosa ‒ é responsável por cerca de 25% da composição do universo. Outros 70% (igualmente misteriosos) são atribuídos à chamada energia escura. Apenas 5% do universo são compostos por matéria ‘comum’, aquela que forma galáxias, estrelas, planetas, minerais, animais, plantas etc.

 

A equipe

A equipe vencedora do desafio -- autodenominada CAST (CBPF Arc Search Team ou Time de Busca de Arcos do CBPF) -- é formada por Clécio De Bom, do Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca e pesquisador colaborador do CBPF; Patrick Schubert, Manuel Valentín e Luciana Dias ‒ estes últimos três trabalhando em projetos de pesquisa de desenvolvimento no CBPF ‒, Cristina Furlanetto, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, e Martín Makler, pesquisador titular do CBPF.

Todos atuam na área de inteligência artificial/processamento de imagens e cosmologia. Além do 1o lugar, o CAST ainda arrematou o 3o, 4o e 6o lugares. 

“A vitória demonstra um ganho de competitividade internacional de nosso grupo de inteligência artificial. Foram meses de muito trabalho. E essa vitória também demonstrou a necessidade do uso intensivo da computação [MultiGPU] desenvolvida no CBPF”, disse De Bom.

 

Da esq. para dir., Patrick, Marcelo, Martín, Paulo, Clécio, Pedro, Manuel, Marcos e Luciana

(Crédito: NCS/CBPF)

 

Parceria e apoio

Para participar da competição, o CBPF usou a infraestrutura com múltiplas unidades de processamento gráfico (ou MultiGPU). Batizado Sci.Mind, esse equipamento tem o poder de um supercomputador, e sua montagem é resultado de uma parceria com o Centro de Pesquisas Leopoldo Américo Miguez de Mello (Cenpes/Petrobras).

A caça às lentes gravitacionais contou ainda com a ajuda de ferramentas avançadas de inteligência artificial, como as chamadas redes neurais ‒ no caso, desenvolvidas com técnicas de auto machine learning (AutoML).

Esse ferramental computacional desenvolvido pela equipe do CBPF pode ser adaptado para áreas multidisciplinares, como análises de dados geofísicos, médicos e financeiros.

Os vencedores do desafio tiveram apoio de integrantes do Laboratório de Instrumentação e Tecnologias em Computacionais, do CBPF: Márcio Portes de Albuquerque e Marcelo Portes de Albuquerque, ambos tecnologistas seniores, e de uma equipe de formação mista ‒ Elisângela Faria (doutora em engenharia), Paulo José Russano (técnico de nível superior), Marcos Vinicius Silva (engenheiro), Pedro Russano (servidor técnico) e André Persechino (físico e doutorando no CBPF).

 

Carla Lustoza

Núcleo de Comunicação

CBPF

 

Mais informações:

Resultado do desafio: http://metcalf1.difa.unibo.it/blf-portal/gg_challenge.html

 

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